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Prémios Pfizer distinguem trio luso

Três cientistas portugueses foram seleccionados entre 79 candidaturas à mais antiga distinção na área da investigação biomédica em Portugal. A médica Andreia Rosa e os investigadores Maria Manuel Mota e Rui Costa são os vencedores.

Andreia Rosa, da Universidade de Coimbra, Maria Manuel Mota, do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, e Joaquim Alves da Silva, do Centro Champalimaud, lideram as equipas que desenvolveram os trabalhos premiados, cada um deles com o montante de 20 mil euros.

Os galardões, que distinguem projetos de investigação básica e clínica na área biomédica, são atribuídos anualmente pela farmacêutica Pfizer, que os financia, e pela Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa, encarregue do processo de avaliação das candidaturas.

Segundo a organização, as investigações premiadas “prosseguem avanços científicos na otimização dos processos de cirurgia no caso das cataratas, na revelação de um mecanismo de autocontrolo do parasita da malária e no controlo da ativação dos neurónios que libertam dopamina [neurotransmissor] no âmbito da doença de Parkinson”.

A equipa liderada por Andreia Rosa, distinguida na investigação clínica, socorreu-se da ressonância magnética para esclarecer a ligação entre disfotópsias, como encadeamento e brilhos oculares, e as características do cérebro em doentes com cataratas que usam lentes multifocais.

As conclusões a que chegaram os investigadores vão permitir, de futuro, selecionar melhor a lente a implantar num doente com cataratas, avaliar diferentes desenhos de lentes e “estratégias terapêuticas que favoreçam a adaptação” e “demonstrem a capacidade do cérebro não jovem para a aprendizagem visual e plasticidade”, refere a organização dos prémios em comunicado.

O grupo de Maria Manuel Mota, premiado em investigação básica, demonstrou num estudo com ratos que a carga do parasita da malária e a severidade da doença diminuem com uma dieta alimentar menos rica em calorias.

Distinguido na mesma categoria, o trabalho do laboratório de Joaquim Alves da Silva explica que a principal alteração nos doentes de Parkinson é a perda de um tipo de neurónios (células cerebrais) que libertam dopamina. A atividade destes neurónios é necessária para o início do movimento.

 

Notícia do Público de 21/11/2017