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Especialistas em Origami

Agência espacial norte-americana procura soluções inovadoras para a criação de um escudo que proteja naves e astronautas das radiações solares. E a resposta pode estar na arte de dobrar papel.

A associação entre a arte de dobrar papel e a NASA não é completamente surpreendente — pelo menos para quem acompanha as novidades da agência espacial norte-americana. Mas já lá vamos. Primeiro a notícia: a NASA lançou um pedido de ajuda aos especialistas em origami para solucionar um problema que “internamente não conseguiu resolver”: a criação de um novo escudo anti-radiação para proteger aeronaves e astronautas de radiações solares durante missões espaciais.

O que a NASA procura é algo que possa ser “suficientemente dobrado e compactado” de forma a que, quando os astronautas aterrarem num planeta, possam expandi-lo e providenciar a máxima eficiência e protecção da radiação, explicou ao The Guardian Matt Barrie, fundador e proprietário do Freelancer, o site onde qualquer pessoa pode, a partir de dia 26 de Julho, submeter projectos. Com uma solução desse género, acreditam, seria possível poupar espaço nas viagens e, consequentemente, conseguir transportar mais astronautas e equipamentos.

A preocupação da NASA é também uma questão de saúde: é que os “raios cósmicos e radiações solares podem causar cancro e, além disso, ser prejudiciais para os sistemas electrónicos das aeronaves”.

Estes desafios lançados online têm sido utilizados pela agência espacial norte-americana para a criação de soluções fora da caixa. Deles já surgiram, por exemplo, uma aplicação para smartwatches de astronautas ou um braço para o robot Astrobee. “A premissa é que usando as mentes de milhões de pessoas vamos conseguir encontrar soluções inesperadas”, disse Matt Barrie ao jornal britânico.

Quando o assunto é origami e NASA, o nome de Robert Lang é incontornável. Este engenheiro tornou-se conhecido por ter deixado o seu emprego na agência para se dedicar à arte japonesa. “Quando percebemos de que forma é que o papel dobra, podemos aplicar o mesmo padrão a materiais muito diferentes”, explica Robert num episódio do projecto Really Great Big Stories. Dobrar papel, diz, “é como dançar com um parceiro cujos movimentos já conhecemos”.

Notícia do Público de 21/07/2017.