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Proibição de portáteis em voos

Os serviços secretos acreditam que os grupos terroristas possam esconder engenhos explosivos em aparelhos electrónicos.

Depois de em Março ter limitado a entrada de portáteis em voos que partissem de aeroportos em dez países de maioria muçulmana, os Estados Unidos ponderam agora alargar esta medida a todos os voos que entrem e saiam do país. Razão invocada: motivos de segurança.

Esta medida pretende proteger o país de possíveis ameaças, sustentou neste domingo o secretário do Departamento de Segurança Interna norte-americano, John Kelly, já que os serviços secretos acreditam que os grupos radicais possam esconder engenhos explosivos em aparelhos como os portáteis ou tablets.

Numa entrevista no programa Fox News Sunday, John Kelly afirmou que os Estados Unidos estavam a planear “subir a fasquia” no que toca a segurança aeroportuária. Isto, para além da proibição de portáteis e tablets, levará também a um aumento do controlo dos objectos transportados na bagagem de mão.

John Kelly reiterou que esta decisão de proibição não foi ainda tomada, pelo menos oficialmente, e que estão a analisar o caso juntamente com os serviços secretos norte-americanos. Ainda assim, garante, a segurança em aeroportos será reforçada para combater aquilo a que chamou de “uma ameaça sofisticada”. “Eles são obcecados com isso, os terroristas, com a ideia de abater um avião em pleno voo, sobretudo se for uma aeronave norte-americana cheia de cidadãos norte-americanos”, referiu.

As companhias aéreas temem que esta decisão possa vir a afectar a procura por parte dos clientes mas preferem não arriscar no que toca a matérias de segurança.

A interdição vai aplicar-se ao transporte na cabina, mas os passageiros poderão viajar com aparelhos electrónicos de comunicação na bagagem de porão, que tem de passar pelo check-in. De fora desta proibição ficam os smartphones e material electrónico médico – a proibição está relacionada com a possibilidade de se transformar um aparelho de comunicações moderno numa bomba.

Notícia do Público de 28/05/2017