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The New Silk Road

O Papel da Região Autónoma da Madeira na Nova Rota da Seda Marítima
24 de Março no Auditório da Reitoria.

A Região na Senda da Economia Mundial

A China na NOVA ROTA DA SEDA EM 2016, que envolve 65 países e pretende reativar a antiga Rota da Seda entre aquele país e a Europa através da Ásia Central, África e sudoeste Asiático.

ENQUADRAMENTO

A iniciativa da China “Uma Faixa Uma Rota a Nova Rota Marítima da Seda do Século XXI” foi anunciada ao mundo pelo Presidente Ji Xinping em 2013.

O dia 28 de março 2017 marca o 2º aniversário da apresentação pela Comissão Nacional do Desenvolvimento e Reforma da República Popular da China do documento estruturante da iniciativa – Uma Faixa Uma Rota – uma “Vision and Actions on Jointly Building Silk Road Economic Belt and 21st-Century Maritime Silk Road”.

No dia 21 de outubro de 2015 o presidente Ji Xinping no discurso que proferiu aquando da sua visita a Londres referia

“Uma nova era requere um novo pensamento, a construção da Faixa e da Rota terá enormes oportunidades para o desenvolvimento comum da China e outros países ao longo de rotas antigas”.

Portugal foi o construtor da Rota da Seda Marítima dos Séculos XV e XVI e a Madeira a primeira geografia descoberta nessa rota, Portugal é um dos países da Europa que mostrou que estava interessado em participar nesta iniciativa ao tornar-se sócio fundador do Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas em julho de 2015.

Este projeto abrange 4,4 biliões de pessoas, cerca de 63% da população mundial de 65 países, cerca de 40% do PIB mundial. “Mr Xi espera aumentar o valor do comércio com mais de 40 países para $2.5 triliões numa década, gastando aproximadamente $1 trilião do dinheiro do governo. SOEs e instituições financeiras foram fortemente motivadas para investir no exterior em infraestruturas e construção”. (Economist 12/09/2015).

A visão para este projeto é a constituição de networks de zonas livres de comércio, uma forma dos países interligarem as suas estratégias de desenvolvimento, complementando as suas vantagens competitivas.

Cada país ou cada grupo de países poderá identificar projetos de desenvolvimento que sejam complementares da Nova Rota da Seda e apresentá-los às autoridades chinesas. Portugal pode negociar integrado na UE ou bilateralmente.

Nos últimos 2 anos várias sessões de apresentação e reflexão sobre este projeto têm sido organizadas pelas autoridades chinesas, pelas universidades portuguesas em colaboração com os Institutos Confúcio em Portugal, por associações empresariais chinesas e portuguesas, Lisboa, Coimbra, Porto, Aveiro, Póvoa do Varzim tem sido alguns dos locais onde o tema se tem debatido, pelo que se considera agora oportuno trazer esta temática à Madeira.

AS RELAÇÕES ENTRE A CHINA E A UNIÃO EUROPEIA

O novo quadro político e comercial das relações entre a China e a União Europeia – EU que emerge do tratado de adesão da China à Organização Mundial do Comércio – OMC, ao estabelecer o reconhecimento da China como “economia de mercado” após um período de transição de 15 anos, prazo que terminou em dezembro de 2016, vinculativo para todos os membros da OMC, como é o caso da EU.

Como é sabido, o acordo de 1985 de cooperação EU-China e outros sete acordos juridicamente vinculativos, fez com que o mercado chinês se tivesse tornado ao longo da última década no principal mercado exportador da EU e a EU no segundo maior mercado exportador da China, facto que, por si só justifica e impõe a esta Região, pelas suas especificidades, a realização deste evento.

É também de convir que os interesses fundamentais da União Europeia, cuja prosperidade e segurança depende do desenvolvimento global de comércio livre ficam mais garantidos com uma colaboração eficaz, sobretudo com os seus dois mais importantes mercados de exportação que são a China e os EUA

A CHINA E PORTUGAL

Nesta nova “Revolução Industrial Asiática” a China poder-se-á tornar a 1ª superpotência dentro de poucas décadas. O Presidente da República antecipou 2017 como; “ um ano particularmente significativo no aprofundamento de relações entre Portugal e a China, considerando que a União Europeia percebe que tem a ganhar com a aproximação chinesa e Portugal, que está presente nas três comunidades (União Europeia, CPLP e Comunidade Ibero-americana) pode ser um protagonista ativo e importante neste relacionamento até pelas relações seculares entre os dois povos. Portugal não está a descobrir a China pela primeira vez“

A MADEIRA E A CHINA

A Madeira foi o princípio da ligação da Europa com o Atlântico, Índico e Pacífico. Desta ligação resultaram movimentos ancestrais que trouxeram à Ilha e à Europa culturas, técnicas, tradições e conhecimento.

Datam pois do séc. XVI as relações e os caminhos que ligaram a Madeira à China, mas ainda há muito por descobrir nos trajetos, de ida ou de volta que marcaram historicamente as relações da Ilha com esta região oriental.

São várias as evidências da ligação chinesa à Ilha presentes nos jardins e quintas madeirenses. Assim, na Quinta do Monte de Joe Berardo vemos nos jardins algumas imagens emblemáticas

da cultura chinesa, como os cães de Foo em bronze e mármore, peixes Koi (cyprus carpio), o pavão chinês, o símbolo da paz e da prosperidade. As plantas do chá vieram em 1841 e ficaram até hoje na Quinta do Jardim da Serra.

A Madeira poderá, agora, em vésperas das Comemorações dos Seiscentos Anos da sua Descoberta desempenhar um papel da maior importância enquanto parceira atlântica das duas iniciativas da ROTA DA SEDA que prevêem grandes investimentos em várias áreas e intensificar a cooperação entre a Ásia e a Europa em sectores como a construção, transportes, investimento, comércio e cultura.

OBJECTIVO

Refletir como se deverão preparar as entidades públicas e privadas da Madeira para conseguir parcerias estratégicas com entidades homólogas chinesas, nomeadamente lançar pistas para identificar sectores de cooperação futura e o desenvolvimento de uma maior colaboração económica, turística, financeira, social, cultural, educacional e aprofundar o conhecimento e a amizade entre os povos.

Esta iniciativa conta com a colaboração do ChinaLogus do ISEG da Universidade de Lisboa e da Associação Amigos da Nova Rota da Seda um Think Tank com fins não lucrativos constituído em dezembro de 2016 com o objetivo de cooperar de uma forma proactiva na construção da iniciativa chinesa “Uma Faixa Uma Rota” através do conhecimento, informação e divulgação de contributos válidos sobre a iniciativa e sobre possíveis projetos de colaboração entre a Região Autónoma da Madeira e a China, entre Portugal a China e Terceiros Países, nomeadamente Países de Língua Portuguesa no âmbito dessa iniciativa.

Esta Conferência / Debate tem ainda a colaboração da Universidade da Madeira e do Instituto Confúcio e destina-se a: Académicos, economistas, fiscalistas, associações representativas e empresários com reconhecida influência, estudantes nas áreas internacionais e demais interessados, particularmente nos sectores da área económica.

ORADORES:

PROFESSORA DOUTORA FERNANDA ILHÉU

Maria Fernanda Pargana Ilhéu é Professora no ISEG da Universidade de Lisboa, Coordenadora do ChinaLogus – Business Knowledge & Relationship with China, e investigadora dos Centros CEsA e ADVANCE do ISEG. É membro do Conselho Geral da Ordem dos Economistas, Vice-Presidente do Internacional Club of Portugal e Presidente da Associação Amigos da Nova Rota da Seda. Licenciada em Economia pelo ISCEF (atual ISEG), pós-graduada em Marketing de Exportação pelo Cambridge Institute de Massachusetts, mestre em Gestão Estratégica pelo ISCTE, tem o Doutoramento Europeu em Administração de Empresas e Marketing, da Universidade de Sevilha. A Professora Fernanda Ilhéu é, adicionalmente, autora de vários livros, tem uma vasta experiência na China, pois viveu em Macau 18 anos. É membro da Academy of International Business, da Chinese Economic Association, e da Liga Multisecular Amizade Portugal – China.

DOUTOR JITENDRA TULCIDAS

Mestre em Economia na especialidade de inteligência económica. Desempenha atualmente as funções de CEO da ENERMIN – Energy & Mining Consultants e Representante da Fundação AIP para Macau & China. Foi o primeiro e único português a desempenhar as funções de Assessor Económico do Governo Municipal de Haikou, Província de Hainan. Foi ainda Presidente da Direcção do Centro Português de Negócios na Ásia, Director da Promoção de Investimento do Governo de Macau e co-responsável pelas primeiras estimativas do PIB de Macau.

PROFESSOR DOUTOR WANG JINCHENG

Currently Prof. Wang is Vice Dean of the School of International Business, the Chinese director of Confucius Institute of the University of Lisbon. Before joining the Confucius Institute, he worked as the vice dean of School of International Business of Tianjin Foreign Studies University of China for 6 years. He pursued his master degrees in both UK and Canada and PhD study at ISCTE-IUL. In addition to his background in education, he also has corporate work experience in international projects of oil and gas industry.

DOUTOR PEDRO REBELO DE SOUSA

Licenciado em Direito pela universidade de Lisboa, tendo sido na mesma universidade assistente. Pós graduação em direito empresarial na PUC – Brasil. MBA no Getúlio Vargas – Brasil. Reconhecido em direito financeiro. Foi o fundador da Sociedade de advogados SRS Advogados que sucedeu à Simmons & Simmons Rebelo de Sousa. Com particular experiencia em mercado de capitais e em projetos financeiros internacionais, foi CEO e Presidente do banco Fonsecas & Burnay, privatizado com sucesso em 1991. Foi Vice-Presidente do Departamento Financeiro do City Bank em Nova Iorque. Desde 1992 é diretor executivo e não executivo de várias companhias nacionais e internacionais, autor de vários trabalhos e artigos e orador em muitas conferências em Portugal, Inglaterra, Brasil e EUA.

Notícia da Universidade da Madeira, 21/03/2017.