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12 de Maio de 2022.
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Central solar no espaço

Mais de 50 organizações estão a colaborar na UK Space Energy Initiative para que em 2035 possa haver um protótipo de uma central solar espacial

A Airbus, a Universidade de Cambridge e a fabricante de satélites SSTL estão entre as 50 organizações que se juntaram ao projeto que tem como objetivo gerar energia a partir da luz solar captada diretamente no Espaço. O objetivo é ter a central solar espacial a operar já em 2035 e que a energia assim gerada ajude o Reino Unido a atingir a meta de zero emissões de gases de estufa até 2050.

O responsável pela iniciativa, Martin Soltau, referiu que já existe toda a tecnologia necessária para tornar este projeto realidade e que o desafio se prende agora com a dimensão e âmbito alargado da central solar espacial, noticia o Space.com. O estudo encomendado pelo governo britânico à consultora Frazer-Nash conclui que “é tecnicamente viável e não requer nenhum avanço nas leis da Física, novos materiais ou tecnologia de componentes”, cita Soltau.

O plano prevê atividades durante os próximos 12 anos que envolvem criar um protótipo da central solar, montá-lo no Espaço com recurso a robôs e transmitir gigawatts de energia para a Terra. A estratégia passa por um conceito modular, desenvolvido propositadamente para este fim, e que irá permitir alargar a instalação solar no futuro, depois da fase de demonstração.

O projeto implica mais de 300 lançamentos de foguetões semelhantes ao Starship da SpaceX em direção à órbita e depois montar a instalação a cerca de 36 mil quilómetros de altitude, de forma a ter visibilidade sobre o Sol e sobre a Terra, a todos os momentos.

As estimativas apontam para que um painel solar colocado no Espaço seja capaz de recolher 13 vezes mais energia do que um painel idêntico colocado em Terra. Outra vantagem com a colocação ‘lá em cima’ passa pela eliminação do problema da intermitência, uma vez que o Sol nem sempre é visível em todos os locais na Terra devido ao ciclo de rotação. No Espaço, esse ‘fornecimento’ pode ser constante, não requerendo esforços adicionais de armazenamento ou baterias.

Para receber a energia na Terra, os mentores do projeto estimam ser necessária uma antena gigante que recebe radiação de microondas enviadas do Espaço e as converte em corrente elétrica, usada para transmissão de alta voltagem.

Outro desafio que está ainda a ser enfrentado prende-se com a utilização de uma infraestrutura tão grande no fim do seu ciclo de vida: “Temos de olhar para a reciclagem em órbita para irmos em direção a uma economia mais circular”, completa Soltau.

Clique aqui para ler a notícia da Exame Informática de 12/05/2022.