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Uma praia no meio da rua

[…] uma referência na divulgação do nosso património cultural, em particular do património geológico

José Manuel Rodrigues, Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira

 

[…] documento que é desejado, que convida a população a conhecer mais a sua história

Eduardo Jesus, Secretário Regional de Turismo e Cultura

 

CALÇADA MADEIRENSE: BORDADOS EM PRETO E BRANCO é a magistral obra, em Português e em Inglês, que reúne anos de trabalho que envolveram saberes de diferentes áreas do conhecimento, com o propósito de valorizar uma das vertentes menos estudadas do património madeirense, a Calçada Madeirense.

Foi apresentada no Salão Nobre da Assembleia Legislativa da Madeira, a 24 de Março de 2022, data em que se assinala o Dia Nacional do Estudante.

 

Sobre a obra

O livro apresenta este tipo de pavimento como uma amostra da geodiversidade do arquipélago da Madeira, bem como um registo da história deste território.

A Calçada Portuguesa, branca e preta, feita de pedras transportadas “como lastro nas embarcações que fundearam na baía do Funchal, especificamente, entre os séculos XV e XIX”, destaca ao historiador José Luís Sousa, a partir da obra, é diferente da Calçada Madeirense.
A obra trata da contextualização histórica destes pavimentos, passando pela extração e preparação da matéria-prima, pelas técnicas de aplicação e pelas ferramentas utilizadas na sua execução.

Os autores identificam as instituições que trabalham neste sector e realçam a mestria dos executantes desta arte surpreendente, os calceteiros que transportam para os pavimentos a simetria calculada matematicamente, debruçando-se sobre os motivos e os padrões que surgem nas calçadas do arquipélago ou nas que, usando os mesmos materiais, se encontram espalhadas pelo Mundo.

Numa óptica etnográfica, o livro faz um paralelismo entre as calçadas madeirenses e o bordado da Madeira, fazendo uma espécie de apoteose aos povoadores parcialmente oriundos de Viana do Castelo e que foram portadores das matrizes dos elementos ornamentais em ambos os tipos de arte.

A obra aborda ainda a utilização dos elementos das calçadas na realização de jogos tradicionais, como outra vertente etnográfica.

Os elementos rochosos usados nas calçadas madeirenses são outro ponto de interesse do livro. Um conjunto de informações obtidas por um espectro de metodologias de análise caracteriza a composição química e física dos elementos, permitindo determinar a sua origem e até identificar calçadas noutras regiões e noutros países de estilo e génese madeirenses.

Para o público não-especializado, os autores recuperaram os nomes tradicionais das pedrinhas das calçadas madeirenses, descrevendo-os e explicando a sua origem e a sua aplicação.

CALÇADA MADEIRENSE: BORDADOS EM PRETO E BRANCO é assim a mais completa obra feita sobre calçada madeirense, sendo não só um livro científico ou uma ferramenta de trabalho para profissionais, é uma obra sobre a história e a cultura da Madeira para todos os interessados.

 

Sobre os Autores

JOÃO BAPTISTA PEREIRA SILVA (Funchal, 1968) é Engenheiro Geológico e Doutor em Geociências pela Universidade de Aveiro.

Investigador de centros de investigação das Universidades de Aveiro e do Porto, é fundador e director de diferentes empresas e trabalha nas áreas da geoengenharia, consultadoria e investigação e divulgação científicas, sendo-lhe devidos os produtos dermocosméticos e dermoterapêuticos da marca Terramiga.

João Baptista Silva é um rosto conhecido da televisão pública, nas séries “O Tempo Escrito nas Rochas” e “Pedras que Falam” e, entre outras distinções, foi uma das personalidades laureadas com o Prémio Zarco, em 2007.

 

JOSÉ LUÍS DE GOUVEIA FREITAS (Funchal, 1969-2022) foi Professor de Matemática, investigador e divulgador científico, sobretudo junto da comunidade escolar.

Licenciado pela Universidade de Lisboa, leccionou na Escola Básica e Secundária Dr. Ângelo Augusto da Silva, integrou diversas iniciativas de divulgação da Matemática e de desenvolvimento dos currículos desta disciplina.

Ao longo da sua carreira, exerceu funções de orientador de professores estagiários, formador de professores, conferencista, autor de artigos em revistas de Educação e coordenador e dinamizador de actividades destinadas a alunos e a professores nas áreas da Matemática e da Informática.

 

CELSO DE SOUSA FIGUEIREDO GOMES (Viana do Castelo, 1937) é Professor Catedrático aposentado da Universidade de Aveiro.

Licenciado pela Universidade de Coimbra, onde leccionou e foi assistente no Museu Mineralógico e Geológico, é Doutor em Ciência de Materiais – Materiais Cerâmicos, pela Universidade de Leeds (Reino Unido), com passagem por instituições em Madrid (Espanha), Aberdeen (Reino Unido) e em Angola.

Foi vereador da Câmara Municipal de Aveiro e deputado municipal no mesmo Concelho. Foi Catedrático Convidado na Universidade da Ásia Oriental (Macau) e, ao longo dos anos, foi fundador e dirigiu de diferentes centros de investigação nas suas áreas de especialização.

Actualmente, integra o Centro de Investigação GeoBioTec da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, sedeado na Universidade de Aveiro.

 

IMPRENSA ACADÉMICA

A IMPRENSA ACADÉMICA tem em preparação cerca de 50 projetos editoriais para os próximos anos. Em 2022, publicará mais de 10 obras de autores madeirenses, distribuindo os seus livros no mercado nacional e internacional, incluindo as maiores plataformas eletrónicas. Além de Portugal, os livros editados pela IMPRENSA ACADÉMICA, editora universitária criada pela Associação Académica da UMa em 2014, estão presentes em livrarias de várias cidades do globo como Nova Iorque, Londres, Bruxelas e Paris.