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Implante para combater a depressão

Investigadores dos EUA criaram um aparelho que produz descargas elétricas quando deteta pensamentos negativos. Implante ajudou a tratar paciente com depressão aguda

‘Uma espécie de pacemaker para os neurónios’ é uma potencial descrição para o aparelho desenvolvido por uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia e que basicamente redefine os circuitos no cérebro de um paciente quando ele tem pensamentos ou sentimentos negativos. “Desenvolvemos uma abordagem medicinal precisa que consegue gerir com sucesso a depressão resistente a tratamentos da nossa paciente, ao identificar e modular o circuito no seu cérebro que está unicamente associado com estes sintomas”, descreve Andrem Krystal, professor de psiquiatria que faz parte da equipa que desenhou este estudo.

O implante foi inserido no cérebro de uma paciente de 36 anos, que já vivia com depressão intensa há cinco anos e que conta que foi uma mudança completa, depois de se “sentir torturada por pensamentos suicidas todos os dias” e de ter “estado muito perto do fim da linha”. O aparelho proporcionou alívio nos sintomas quase imediatamente depois de ter sido implantado e durante cerca de um ano. Ao detetar atividade neuronal associada com pensamentos negativos, que dantes geravam obsessões depressivas, os elétrodos enviam um impulso curto e corretivo para os neurónios interrompendo o ciclo e redefinindo os circuitos, explica o ArsTechnica.

A simulação cerebral profunda (DBS da sigla em inglês) está a tornar-se um tratamento de rotina para pessoas com epilepsia ou Parkinson, mas descobriu-se que tem algumas limitações para ser aplicada a pessoas com depressão. A descoberta da Universidade da Califórnia de um biomarcador que indica a presença dos sintomas depressivos e do padrão de atividade neuronal relacionada na amígdala no cérebro pode ser o elemento revolucionário que torna este tratamento mais adequado aos pacientes depressivos. O implante deteta estes sentimentos negativos e sintomas na região do cérebro chamada amígdala e envia imediatamente pequenos estímulos para outra área associada ao prazer e recompensa, estimulando-a.

O estudo vai continuar agora com outros dois pacientes e os investigadores pretendem chegar às 12 pessoas, antes de avançar com outros passos.

Clique aqui para ler a notícia da Exame Informática de 06/10/2021.