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A “lenda” da caneta espacial

Reza a “lenda” que a NASA gastou milhões de dólares na criação de uma caneta com que os astronautas conseguissem escrever no espaço, enquanto os colegas russos simplesmente usavam um lápis. Mas parece que não foi bem assim.

Sim, a caneta espacial ou Space Pen, no nome original, existe e este ano até entrou para a Space Technology Hall of Fame, mas algumas das histórias que a envolvem estão muito longe de ser verdade. Quem o diz é a NASA.

A Agência Espacial dos Estados Unidos remata o “mito” sobre os milhões de dólares dos contribuintes norte-americanos que a caneta espacial terá custado com a informação de que a mesma foi desenvolvida, com investimento privado, por Paul Fisher, da Fisher Pen Company.

A NASA testou vários protótipos “extensivamente” para confirmar se a caneta funcionava em todas as posições, em calor e frio extremos e em atmosferas que variavam do oxigénio puro a vácuo. Também foi confirmado que tinham tinta suficiente para “riscar” uma linha sólida com mais de três milhas de comprimento – cerca de 4,8 km – bem acima das 0,3 milhas estipuladas como mínimo – ou 0,5 km.

Os lápis não eram uma alternativa já que carvão pode partir facilmente e flutuar, constituindo um perigo para os astronautas e para os componentes eletrónicos sensíveis da espaçonave.

Os testes conduzidos pela NASA contribuíram para acelerar o desenvolvimento da ideia de Paul Fisher e o protótipo da caneta espacial acabou por se transformar num produto seguro e fiável.

A Fisher Space Pen fez a sua estreia na missão Apollo 7, em 1968, com direito a aparecer na televisão, quando o astronauta em comando, Walter Schirra, demonstrou a leveza da caneta ao soprá-la para controlar o seu movimento, enquanto flutuava pela cápsula.

Desde essa altura que as canetas espaciais são presença assídua nas missões da agência norte-americana, “havendo dezenas delas atualmente a bordo da Estação Espacial Internacional”, escreve a NASA. Segundo consta, são igualmente usadas pelos cosmonautas desde 1969, altura em que os lápis de carvão terão sido abandonados de vez.

Hoje as Space Pen existem em cerca de 80 modelos, distribuídos por mais de 50 países, que, com as suas caraterísticas de robustez, são ideais para escrever noutros ambientes inóspitos além do espaço.

A caneta espacial foi este ano reconhecida pela Space Foundation como uma inovação desenvolvida para o espaço que contribui para melhorar a vida na Terra, juntando-se a cerca de 80 outras tecnologias que fazem parte do Hall of Fame da organização.

Clique aqui para ler a notícia da SapoTek de 02/09/2021.