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Avião movido a óleo de fritar

Segundo cálculos da Air France, a utilização desta mistura de óleo de fritura representa um custo adicional por passageiro de cerca de quatro euros.

Um Airbus A350 da Air France levantou de Paris para Montreal (Canadá), no primeiro voo intercontinental a utilizar um combustível com uma mistura de 16% de óleo para fritar.

Este biocombustível, produzido na refinaria que o grupo petrolífero Total tem em La Mède, perto de Marselha (sudeste de França), pode evitar neste voo a emissão de 20 toneladas de dióxido de carbono (CO2), afirmaram numa declaração as quatro empresas parceiras na experiência.

A Airbus, a Air France, a Total e os Aeroportos de Paris (ADP) sublinharam que esta iniciativa conjunta concretiza a ambição de descarbonizar o transporte aéreo e desenvolver a produção em França de combustíveis sustentáveis para a aviação, um “pré-requisito” para a utilização nos aeroportos do país.

Segundo os cálculos da Air France, a utilização desta mistura de óleo de fritura representa um custo adicional por passageiro de cerca de quatro euros para a rota entre a capital francesa e a cidade canadiana.

Para evitar uma perda de competitividade, o objetivo é generalizar a utilização destes biocombustíveis para todas as companhias aéreas.

A regulamentação francesa estipula que a partir de 2022, 1% dos biocombustíveis devem ser utilizados em todos os voos com partida do país, uma percentagem que terá de aumentar para 2% em 2025 e 5% em 2030.

Paralelamente a esta operação, a Airbus está a realizar uma série de testes para certificar aviões que podem utilizar 100% de biocombustíveis “nas próximas décadas”.

O grupo franco-holandês Air France-KLM gaba-se de ser um dos pioneiros na utilização destes combustíveis, com um primeiro voo de um avião KLM em 2009.

O seu diretor-geral, Benjamin Smith, salientou que os combustíveis sustentáveis, juntamente com a renovação da frota, são os principais mecanismos a médio prazo para o objetivo de reduzir, para metade, as emissões de CO2 por passageiro até 2030.

Por seu lado, o diretor-geral da Airbus, Guillaume Faury, apelou a todos os atores do setor para trabalharem em conjunto para aumentar o peso relativo destes biocombustíveis, que já poderiam ser utilizados com uma mistura de 50% nos aviões, “sem qualquer modificação ou impacto operacional”, o que reduziria o impacto ambiental.

Clique aqui para ler a notícia do Sapo de 19/05/2021.