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Telescópio detetor de asteróides

Agência Espacial Europeia quer ser capaz de, em 2030, detetar todos os objetos com mais de 40 metros de diâmetro, três semanas antes do potencial choque com a Terra

Já aconteceu há 65 milhões de anos, quando um asteróide chocou com a Terra e eliminou de vez os dinossauros – na altura a espécie dominante -, e voltou a acontecer ao longo da história do Planeta, como em 2013, com a queda na Rússia de uma rocha de vinte metros de largura, o que veio a provocar centenas de feridos. A hipótese de a Terra ser atingida por um objeto celeste é remota, mas as consequências disso podem ser devastadoras. Por isso, a Agência Espacial Europeia (ESA) e o Observatório Europeu do Sul (ESO) estão a montar um programa sério de deteção antecipada de ameaças vidas do espaço, que passa essencialmente pela distribuição em vários pontos terrestres de telescópios exclusivamente dedicados à pesquisa de potenciais ameaças. Como é o caso do Telescópio de Teste TBT2 (sigla do inglês para Test-Bed Telescope 2) da Agência Espacial Europeia, instalado no ESO, em La Silla, no Chile. Já em funcionamento, o equipamento vem juntar-se ao seu parceiro instalado no hemisfério norte, o TBT1, a laborar na estação terrestre de espaço profundo da ESA em Cebreros, Espanha.

Com uma lente de 56 centímetro, estes dois telescópios têm uma função de validação da tecnologia, sendo os precursores da rede de telescópios Flyeye, um projeto da ESA para rastrear e seguir objetos que se deslocam rapidamente no céu e que deverá estar operacional em 2030.

Esta rede futura será completamente robótica: o software realizará o planeamento das observações em tempo real e, no final do dia, apresentará as posições e outras informações relativas aos objetos detetados.

“Para podermos calcular o risco que representam objetos do Sistema Solar potencialmente perigosos, primeiro temos que fazer um mapa desses objetos. O projeto TBT é um importante passo nessa direção,” diz Ivo Saviane, gestor de local no Observatório de La Silla do ESO no Chile, em comunicado.

A pandemia também afetou os trabalhos astronómicos no Chile, tendo o observatório do ESO interrompido as suas operações no ano passado. Entretanto, as observações científicas já recomeçaram, com as restrições exigidas pelas autoridades de saúde.

Clique aqui para ler a notícia da Exame Informática de 27/04/2021.