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Medicina através de realidade mista

O designer André Fangueiro é um dos responsáveis pelo projecto que pode revolucionar a formação em Medicina em todo o mundo e ajudar a cumprir a missão da empresa norueguesa Laerdal: salvar um milhão de vidas por ano, a partir de 2030.

Na Noruega está em fase de testes um produto que poderá transformar a formação em Medicina. Os antigos cenários com manequins ganharão, agora, vida através de óculos de realidade mista, imersiva, que permitem ao praticante entrar numa simulação de emergência médica, em qualquer momento ou parte do mundo.

O português André Fangueiro, já conhecido por outros projectos revolucionários, como uma máquina de lavar roupa que cabe na palma da mão, ou uma cadeira de rodas mais leve e resistente, é um dos responsáveis por este produto de realidade mista — onde o conteúdo digital interage com o mundo físico — enquanto director de design na empresa norueguesa Laerdal.

Este produto de simulação prepara o terreno para que a missão da Laerdal seja cumprida: salvar um milhão de vidas por ano, a partir de 2030, através da modernização da educação médica e da prestação de cuidados.

O cenário-piloto desenvolvido pela Laerdal permite que os praticantes consigam treinar o salvamento de alguém infectado com covid-19 e com insuficiência respiratória. Uma vez que o cenário é construído digitalmente, é possível vários colegas, em países diferentes, entrarem na mesma simulação e partilharem conhecimentos sobre como agir.

“A primeira sessão para o lançamento deste projecto foi uma semana antes do encerramento das fronteiras na Noruega. Nesse dia, metade da equipa, que é norte-americana, teve de sair com medo do fecho do aeroporto. Foi uma coincidência inacreditável, que veio fortalecer o conceito que queríamos trabalhar”, explica o designer André Fangueiro. A intenção da empresa é, agora, expandir os cenários de simulação disponíveis, e ir além da covid-19.

Para André Fangueiro, o valor do produto está em permitir a todos os utilizadores um rápido acesso às simulações médicas, substituindo a contratação de actores que construiriam um cenário num hospital ou universidade. “Ao oferecer uma simulação fácil de executar, esperamos estimular o desenvolvimento de competências dos profissionais de saúde.” A ambição última é, de acordo com a Laerdal, salvar vidas. “Trazemos a tecnologia, não só pelo seu valor, mas para causar um impacto na vida das pessoas”, diz André Fangueiro, em entrevista ao P3.

Após os primeiros testes, a empresa recebeu avaliações positivas quanto à tecnologia, mas terá, ainda, de estudar todo o feedback para decidir quais os próximos passos e quando será o lançamento para o mercado. A Laerdal trabalha em colaboração com a Varjo, empresa finlandesa que cria produtos de realidade virtual e mista.

Clique aqui para ler a notícia do Público de 06/04/2021.