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As verdades inconvenientes

Não vamos assinalar o 1.º de Abril com mais mentiras.

As bolsas atribuídas pelo Estado português são um instrumento essencial para a frequência e para o sucesso no Ensino Superior de milhares de estudantes.

Contudo, em todo o país, as bolsas de estudo continuam a servir para pagarem propinas, em vez de estarem dedicadas a apoiar outras despesas dos estudantes como a alimentação, o alojamento, o material escolar, o transporte, além de todos os custos financeiros acrescidos que a pandemia determinou.

Como as estruturas associativas já alertaram, a dependência que as Bolsas de Estudo têm do financiamento dos fundos europeus aumentou nos últimos anos. A maior fatia cabe ao Fundo Social Europeu (FSE). Conforme apurado em 2019, apenas um terço das verbas aplicadas na acção social resultaram de um investimento directo do Estado Português.

Será, portanto, necessário que o Governo acabe com as propinas e atribua o verdadeiro sentido para as Bolsas de Estudo: apoio à frequência no Ensino Superior. As bolsas devem servir como apoio e não para o financiamento indirecto das Universidades através do FSE.