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Teatro Baltazar Dias para crianças

A CASA DA CULTURA

Conheces o Teatro Municipal de Baltazar Dias, a casa da cultura, no Funchal? Neste livro, vais encontrar histórias vividas por várias crianças que mostrarão este lindo teatro. Irás ler (ou ouvir) histórias de vários artistas, alguns deles animais perigosos, além de bailes de máscaras, de clubes de futebol, de corredores escondidos, de filmes antigos, de bosques de Natal, de reis…, enfim, até do Menino Jesus.

Carlos Diogo Pereira

Já disponível na GAUDEAMUS.pt, com entrega gratuita em todo o país, e noutras livrarias da região e do país.

A CASA DA CULTURA de Carlos Diogo Pereira

Depois de um extenso trabalho sobre a história do BALTAZAR DIAS, a IMPRENSA ACADÉMICA apresenta um novo livro dedicado aos mais jovens.

A CASA DA CULTURA de Carlos Diogo Pereira é um livro de contos e de narrativas através do qual se conhecem alguns dos episódios da história do espectáculo e do Teatro.

Esta obra, coordenada pelo actor e produtor teatral Nuno Morna, leva-nos a seguir os passos de várias crianças na exploração do BALTAZAR DIAS para conhecer as catacumbas, a teia, o salão nobre, a sala de espectáculos e outros dos seus espaços. Os protagonistas vão encontrar tesouros, ouvir histórias e vão assistir ou participar em alguns espectáculos.

O leitor poderá acompanhá-los e descobrir que animais perigosos já atuaram no palco do Teatro, ou que tipo de espectáculo foi feito para o rei D. Carlos e para a rainha D. Amélia. Poderá ainda visitar a cabine de projecção de filmes e conhecer um pouco da história do cinema na Madeira. Terá tempo de ir a uma exposição de Natal ou ver um baile de máscaras. Talvez até se perca nas escuras catacumbas e, quem sabe até, encontre um fantasma!

Ao longo das páginas maravilhosamente ilustradas por Sofia Reis, o Teatro Municipal de Baltazar Dias é-nos revelado como um palácio de sonhos.

Segundo o autor, a obra “fala, de forma divertida para os mais novos, do Teatro Municipal de Baltazar Dias abordando, não só, aspectos da sua história, como das pessoas que o têm tornado especial por mais de 100 anos: os técnicos, os artistas e o público”.

O livro, a ser lançado a 11 de Março, aniversário do Teatro Municipal de Baltazar Dias, poderá ser adquirido em várias livrarias regionais e nacionais como a Fnac, a Bertrand ou a WOOK. A GAUDEAMUS, como habitual, também comercializa a obra em todas as lojas ou no seu portal GAUDEAMUS.pt.

BREVE RESENHA HISTÓRICA

O Teatro Municipal de Baltazar Dias é um dos mais icónicos edifícios do Funchal, sendo o palco mais importante da Região Autónoma da Madeira. Mais do que uma construção, é um museu de peças de arte, foi cenário de alguns episódios da istória da Madeira e de Portugal nos últimos 100 anos.

A história das artes de espectáculo na Madeira começou ainda no século XV. Já na segunda geração de madeirenses, vários cavaleiros, incluindo os segundos capitães do Funchal e de Machico, filhos primogénitos de Zarco e de Tristão, respectivamente, dedicaram-se ao trovadorismo que animaria, por anos a fio, os serões dos fidalgos, tal como os descritos em romances de João dos Reis Gomes e de João França, a título de exemplo.

A Igreja, incluindo as ordens religiosas franciscana, clarissa e jesuíta, modelaria as festas religiosas, introduzindo novidades de tempos a tempos, tais como o uso de fogos-de-artifício.

Toda a comunidade residente no arquipélago, nacional ou estrangeira, haveria, de alguma forma, desenvolver novas formas de diversão, novos tipos de artes cénicas e até novas tecnologias para o efeito.

Ao longo da história da Madeira surgiriam, dessa forma, vários tipos de artistas, um dos quais, um humilde e cego homem de que pouco se conhece, mas haveria de se tornar um dos grandes do teatro português, celebrado aquém e além-mar ao longo de quase cinco séculos. O seu nome, Baltazar Dias, viria a ser usado para designar a melhor casa de espectáculos do seu arquipélago natal.

São várias as localidades madeirenses que possuem espaços adaptados a espectáculos de natureza diversa, umas de iniciativa particular, como em restaurantes e em hotéis, outras de natureza pública, como auditórios ou cine-teatros.
Antes do século XX, porém, tal realidade restringiu-se praticamente ao Funchal e, embora a cidade se possa orgulhar de ter tido várias casas de espectáculos, a verdade é que nem todas tinham boas condições ou até boa fama.

Entre elas extintos edifícios encontra-se o que foi o maior teatro nacional por cerca de uma década, até à inauguração do da ópera de São Carlos, em Lisboa, o Teatro Grande do Funchal. Este edifício à Praça da Restauração da Constituição, junto ao icónico Golden Gate, ficava quase colado à Fortaleza-Palácio de São Lourenço, motivando um Governador, preocupado com a possibilidade de que pudesse ser usado para um ataque surpresa, o mandasse derrubar sem dó nem piedade.

Muitas décadas se passaram até que se mandasse fazer um novo teatro, num processo demorado que envolveu, entre outras personalidades da nossa história, alguns dos nomes encontrados da moderna toponímica do Funchal: o Conselheiro Silvestre Ribeiro, o Conde de Canavial e o Visconde de Ribeiro Real. Os dois últimos até tiveram uma acesa discussão sobre a quem pertencia o lugar de honra na inauguração do novo Teatro, ganha pelo segundo, na condição de Presidente da Câmara, instituição a que pertence o imóvel.

O Teatro Municipal que viria a tomar os nomes de D. Maria Pia, Funchalense e de Manuel de Arriaga passaria a Baltazar Dias, quando Fernão de Ornelas presidia à Câmara.

As suas paredes, do subsolo até ao telhado do edifício, guardam tesouros de espectáculos antigos e de épocas idas, além de obras de pintura, de escultura, etc.

Um edifício do período Romântico, o Teatro integra bons exemplos dos cenários do século XIX usados em filmes, em séries de televisão ou que inspiram os livros cujas histórias povoam os sonhos de milhões de pessoas por todo o mundo.

Sobre a IMPRENSA ACADÉMICA

A IMPRENSA ACADÉMICA é uma editora universitária criada em 2014 pela Académica da Madeira, que é a sua proprietária e gestora. A primeira imprensa universitária nasceu em Coimbra, no séc. XVI, durante o reinado de D. João III. Desde a sua génese, publicamos dezenas de obras em várias áreas do saber, por iniciativa da sua equipa de voluntários e colaboradores, alunos e antigos alunos, e de propostas recebidas por autores, professores, investigadores e organizações.

A actividade da IMPRENSA ACADÉMICA, que foi galardoada, em 2019, com o Prémio Boas Práticas do Associativismo Estudantil pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, nasce do trabalho de um corpo de voluntários que integra todo o processo editorial, de comunicação e comercial, de forma a permitir a consciencialização do público sobre a importância da leitura enquanto competência fundamental para potencializar conhecimento e inclusão.

Criar leitores constitui o principal desafio assumido pela equipa de voluntários que promove conhecimento e, simultaneamente, o adquire. Cientes de que criar leitores é uma tarefa árdua acreditamos que é fulcral para perpetuar um percurso escolar e académico de sucesso dos nossos jovens, para a criação de massa crítica e para a existência de uma sociedade aberta e inclusiva.

Este projecto assume uma forte investigação na área cultural e educacional, através da publicação de obras desenvolvidas por autores madeirenses e, concomitantemente, integrar estudantes e antigos estudantes nos vários processos inerentes à publicação de uma obra, como a selecção de conteúdos, a transcrição, a adaptação de textos, a idealização, a revisão ou a promoção, possibilitando a aquisição de experiência e competências úteis para a sua integração futura no mercado de trabalho.

Consulte, aqui, o catálogo de publicações da IMPRENSA ACADÉMICA.