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Livros sobre a botânica em Portugal

Escrita por botânicos portugueses, a colecção aborda os desenvolvimentos contemporâneos da biologia das plantas.

Quer ter um conhecimento mais apurado da botânica em Portugal? A Câmara Municipal de Lisboa e a Sociedade Portuguesa de Botânica publicaram a mais completa colecção de botânica em língua portuguesa de seu nome Botânica em Português. Numa edição conjunta com a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, a colecção faz parte das publicações da Lisboa Capital Verde Europeia 2020. A apresentação de dois dos nove volumes foi feita esta quarta-feira no Salão Nobre da Academia das Ciências, em Lisboa.

A ideia para esta colecção surgiu há cerca de um ano. “Foi uma questão de oportunidade, pois todas as partes se mostraram interessadas”, conta Miguel Porto, presidente da Sociedade Portuguesa de Botânica. “Esta é a primeira vez que uma colecção abrange todos os temas [da botânica em Portugal], desde a conservação, a vegetação, os habitats, a morfologia, a evolução e a sistemática.”

Escrita por botânicos portugueses, esta colecção aborda os desenvolvimentos contemporâneos da biologia das plantas. Também se dedica à conservação das espécies ameaçadas de extinção. “A colecção pretende divulgar a ciência botânica, numa abordagem completa e rigorosa, dando a conhecer o admirável mundo das plantas nas suas diversas vertentes”, lê-se num comunicado da Câmara Municipal de Lisboa.

Miguel Porto diz que se reuniu “o mais recente conhecimento científico” da botânica em Portugal. O presidente da Sociedade Portuguesa de Botânica considera que esta colecção era, sem dúvida, necessária. “O conhecimento estava muito segmentado”, realça. Além disso, cumpre uma grande missão: divulgar o conhecimento científico actual ao público em geral. “Está escrita para qualquer pessoa e é muito rigorosa. É uma grande base para o futuro e não tenho dúvidas de que vai ser muito usada.”

Por agora, já foram lançados três volumes da colecção, que não estão a ser apresentados por ordem. Em Outubro, tinha sido apresentado o sétimo volume designado Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental, que integra os resultados do projecto homónimo. Esta foi a primeira vez que se publicou um volume sobre estas espécies ameaçadas.

Esta quarta-feira, foi a vez do primeiro volume, Estrutura e Biologia das Plantas, que é da autoria de Carlos Aguiar (professor no Instituto Politécnico de Bragança). Neste livro, Carlos Aguiar explica a morfologia externa e interna, a biologia e a função do corpo das plantas. Com detalhe, aborda ainda a polinização, a reprodução ou o crescimento das plantas.

Também foi apresentado o quinto volume, Sítios de Interesse Botânico de Portugal Continental, que foi escrito por diversos autores, nomeadamente André Carapeto, Carlos Aguiar, Carlos Neto, Estêvão Portela-Pereira, Helena C. Cotrim, João Farminhão, João Paulo Fonseca, Jorge Capelo, Jorge Paiva, José Carlos Costa, José Luís Vitorino, Manuel João Pinto, Mário Cachão, Miguel Porto, Paulo Alves, Paulo Pereira, Paulo Ventura Araújo e Tiago Monteiro-Henriques. Neste livro faz-se uma selecção de locais importantes para a flora silvestre em Portugal, mostram-se plantas mais raras que se podem encontrar nesses sítios ou explica-se o porquê da singularidade de cada local.

Dois dos volumes já podem ser comprados no site da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. O primeiro volume custa 32 euros e o quinto 25 euros, mas agora estão com 10% de desconto. O sétimo volume é gratuito, uma vez não pode ser vendido por ter sido feito no âmbito de um projecto do no Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR)​, e pode ser descarregado digitalmente na página do projecto.

Os restantes seis livros serão publicados ao longo de 2021. Virão aí volumes sobre a evolução das plantas; a sistemática (a ciência da classificação dos seres vivos); a vegetação e habitats de Portugal; ou um segundo volume do Sítios de Interesse Botânico de Portugal Continental, com diferentes locais. Também se publicará um guia da flora de Portugal com fotografias, mapas e outras informações, que englobará mais de 2000 espécies de plantas. Haverá uma edição de bolso e outra edição mais extensa.

A intenção é que esta colecção não termine nos nove volumes. “A ideia é que seja estendida e melhorada”, informa Miguel Porto. Por exemplo, existe o interesse de se escrever sobre os sítios de interesse botânico das ilhas.

Clique aqui para ler a notícia do Público de 17/12/2020.