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Ribeira Brava

Ribeira Brava, de João França, o número 7 da colecção Ilustres (Des)conhecidos

Apresentação: 11 de Setembro, às 17:00, na Câmara Municipal da Ribeira Brava.

A obra se encontra à venda na Gaudeamus, na Fnac, na Wook, na Bertrand (online e lojas) e noutros livreiros nacionais e regionais.

“Um escritor nunca morre. Permanece sempre vivo no meio de nós, através dos seus livros e no imaginário de quem o lê e estuda. Assim acontece com João França, um dos mais prolíficos escritores madeirenses do século XX, que ombreia com Horácio Bento de Gouveia no campo da produção literária.”

Duarte Miguel Barcelos Mendonça, p. 12

Continuando a trabalhar no sentido de divulgar trabalhos de autores madeirenses ou que tivessem passado pelo arquipélago, a Imprensa Académica apresenta o sétimo número da colecção Ilustres (Des)conhecidos, reeditando a obra ‘Ribeira Brava’ de João França.

Jornalista, dramaturgo, poeta e romancista, João França nasceu no Funchal, em 1908, desenvolvendo grande parte da sua actividade na cidade de Lisboa, onde viria a falecer, em 1996. Vários trabalhos não foram publicados em vida, deixando-os França ao sobrinho e depositário Ivo Sinfrónio França Martins que, com vários colaboradores, tem trazido à luz as obras pouco conhecidas deste ilustre madeirense.

João França foi uma das mais destacadas figuras madeirenses no panorama intelectual português do século XX, destacando-se na sua acção jornalística para várias publicações. Boa parte da sua obra literária não é conhecida do grande público por não ter sido publicada pelo próprio em vida, porém tem havido um crescente interesse nela, desde que os herdeiros iniciaram esforços na divulgação dos escritos de João França e confiando-os ao Arquivo e Biblioteca da Madeira. Jornalista, dramaturgo, poeta e romancista, “deixa-nos um legado relevante no campo do património cultural e literário do século XX”, afirma Leonor Martins Coelho, no posfácio da obra agora editada.

A edição conta com o apoio da Câmara Municipal da Ribeira Brava onde “a cultura é levada muito a sério”, como refere o comunicado da edilidade. “A autarquia tem feito uma forte aposta na área cultural organizando e promovendo não só eventos culturais, mas também apoiando a edição de livros que tragam um contributo importante para a difusão da literatura sobre o concelho e a região. Ribeira Brava é um bom exemplo de uma obra que promove e divulga o nosso concelho e a região nos seus usos, costumes e suas vivências, razão pela qual a autarquia prontificou-se, desde logo, em dar o seu contributo, enriquecendo assim o seu património”, acrescentou.
A apresentação será em Setembro, nos paços do concelho da Ribeira Brava, o antigo solar dos Herédia – Viscondes da Ribeira Brava.

Sobre a COLECÇÃO ILUSTRES (DES)CONHECIDOS

A COLECÇÃO ILUSTRES (DES)CONHECIDOS, publicada sob a chancela da Imprensa Académica, pretende recordar ou apresentar autores e obras literárias que foram publicados no passado, mas que, temporal ou espacialmente distantes do público, devem compor o corpus literário madeirense, conhecido e acessível, para afirmação e edificação contínua da nossa Cultura e Arte.

1. OS QUE SE DIVERTEM (A COMÉDIA DA VIDA)
2. OS MISTÉRIOS DO FUNCHAL
3. SAIAS DE BALÃO (NA ILHA DA MADEIRA)
4. UMA FAMÍLIA MADEIRENSE
5. A MÃO DE SANGUE
6. VIAGENS
7. RIBEIRA BRAVA

A colecção Ilustres (Des)conhecidos, que trabalha no sentido de trazer ao público o 8.º número, ainda em 2020, tem tido um retorno extremamente positivo não apenas pelas (re)descobertas que os leitores encontram – por constituírem narrativas muito próximas das suas próprias vivências – mas também pelo facto de permitir aos jovens madeirenses a exploração da literatura da sua terra através destas novas reedições.
Neste sentido, além de apresentar os trabalhos de autores madeirenses (ou que passaram pela Madeira) a colecção e a própria editora prestam-se a um outro propósito: a capacitação do corpo docente para este tipo de literatura razão pela qual tem promovido e promoverá dentro de pouco tempo, acções de formação validadas pela Direcção regional de educação, com o objectivo de promover as ferramentas necessárias para que se trabalhe, de forma atractiva e eficaz, conteúdos locais no interior da sala de aula.
Nos últimos meses a colecção Ilustres (Des)conhecidos tem entrado no interior das escolas da Região com conteúdos culturais, históricos e sociais de uma Madeira não muito distante, através de palestras, conferências e seminários bem como através da doação de exemplares às bibliotecas escolares.

Sobre a obra Ribeira Brava

Suportando-se no trabalho de investigadores da área da Literatura Portuguesa, A Académica da Madeira tem desenvolvido a colecção Ilustres (Des)conhecidos destinada a recuperar obras significativas de autores madeirenses de várias épocas e estilos.

Com o apoio da família de João França, a colecção integra um dos romances do autor, Uma família madeirense que aborda a sociedade dual da Madeira no tempo da Ditadura e os ventos de mudança do pós-25 de Abril e Ribeira Brava, uma obra diferente que aborda outra vertente literárias deste jornalista-romancista, o conto.
Ao longo do livro, surgem diferentes narrativas, em estilo de conto, que passados em ambientes diversos, citadinos ou campestres. As personagens criadas pelo autor são pessoas complexas cujo comportamento, reprovável ou não para o leitor, reflecte a sua capacidade de resposta às situações que lhes são postas.

No drama do dia-a-dia, João França faz andar no fio da navalha mulheres e homens como nós em situações que poderiam acontecer a qualquer um. Por outro lado, surgem situações inusitadas em que o autor de forma mais fantasiosa ou mais realista, em que o autor de forma magistral diverte e adverte o leitor.

A certa altura, os contos são apresentados com apontamentos didascálicos, como se de uma peça se tratasse. Aliás João França, conhecido também pela sua vertente dramatúrgica, transforma um simples diálogo para o leitor comum num guião para o actor mais apaixonado.

Num discurso pontuado de sotaque madeirense, o texto todo ele mostra a valência de um escritor português que se aprimorou na arte de fazer passar as suas obras pelo crivo da Censura no Estado Novo, diminuindo os efeitos nefastos causados pelo lápis azul nos seus escritos, despertando a consciência de quem se divertia lendo-os.
Numa fluência de contos sucessivos, as personagens inquietas formam um fluxo turbulento que levaram João França à ideia de uma Ribeira Brava.

PREFÁCIO:
Aquilino Ribeiro

NOTA DE APRESENTAÇÃO:
Duarte Miguel Barcelos Mendonça

EDIÇÃO LITERÁRIA E POSFÁCIO:
Leonor Martins Coelho

Sobre JOÃO BATISTA FRANÇA

JOÃO BATISTA FRANÇA (Funchal, 1908- Lisboa, 1996) foi um jornalista e polígrafo que cultivou várias modalidades literárias: conto e romance, comédia e drama, teatro radiofónico e opereta, crónica e poesia. Ao longo da vida colaborou em vários periódicos, quer regionais, quer nacionais. Chegou a ser um simpatizante do anarco-sindicalismo. Em 1938, muda-se para o continente com o fito de seguir uma carreira profissional no jornalismo. Depois de uma passagem pelas redacções de A Noite e o Jornal da Tarde, entra, em 1944, no matutino O Século, tendo-se aí afirmado como repórter internacional. A par da sua carreira de jornalista, colaborou com o meio teatral lisboeta e publicou vários livros no Continente. A partir dos anos 80, é na Região Autónoma da Madeira que a sua obra literária encontra respaldo: desde então, inéditos seus têm vindo a lume e alguns textos da sua autoria foram levados a palco. Nesse contexto, começam a surgir alguns estudos sobre a sua escrita.

Sobre a Imprensa Académica

Imprensa Académica é uma editora criada em 2014 pela Académica da Madeira, que é a proprietária e a gestora de toda a sua actividade. Ao longo dos anos tem publicado em várias áreas do saber, através da iniciativa da sua equipa, de trabalhos contratados por entidades externas e de propostas recebidas de autores ou organizações.

A actividade da Imprensa Académica nasce para fomentar a investigação científica nos estudantes e nos antigos estudantes, divulgar os trabalhos produzidos nas instituições de ensino superior e promover a interacção com a sociedade. Aliado a esses propósitos, a actividade da Imprensa Académica permite a angariação de receitas para os programas de apoio social e de voluntariado da Académica da Madeira.

Vencedor, em 2019, do Prémio Boas Práticas Associativismo Jovem, na categoria Estudantil, atribuído pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude, a editora continua a apostar na oferta de oportunidades na comunidade académica, juvenil e população geral, como veículo de expressão enquanto escola de cidadania activa e de participação cívica e democrática dos jovens, sendo particularmente reconhecida pela sua qualidade, dimensão territorial e impacto social relevante na comunidade.

Consulte, aqui, o catálogo de publicações da Imprensa Académica.