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Modernidades

Translocal. Culturas Contemporâneas Locais e Urbanas é uma revista orientada para a análise crítica e para a divulgação de fenómenos culturais locais e urbanos contemporâneos, tendo em consideração não apenas o seu contexto local, mas também potenciais articulações translocais e internacionais.

Editada no Funchal, numa parceria entre o UMa-CIERL (Centro de Investigação em Estudos Regionais e Locais da Universidade da Madeira), a CMF (Câmara Municipal do Funchal) e a IA (Imprensa Académica), Translocal. Culturas Contemporâneas Locais e Urbanas toma esta cidade como topos particular de interesse, para, a partir daqui, pensar (com) outras realidades culturais locais e urbanas.

Por outro lado, propõe-se refletir sobre o Funchal e outras cidades e localidades contemporâneas, enquanto espaços geoculturais que se distendem para além das fronteiras físicas dos seus territórios e por múltiplas temporalidades. Deslocando o foco da atenção académica para espaços, fenómenos culturais, sujeitos e/ou perspetivas epistemológicas e criativas considerados periféricos, o n.º 2 da edição anual e impressa da revista Translocal. Culturas Contemporâneas Locais e Urbanas, subordinado ao tema Modernidades, desafia à reflexão sobre o mapa dos modernismos e das modernidades. Um mapa que, como lembra Susan Stanford Friedman (2012), na nossa contemporaneidade, exige uma revisão.

Não podendo deixar de dar atenção aos centros metropolitanos ocidentais, essa nova cartografia das modernidades deverá também (re)ver a densidade cultural, epistemológica e re-criativa de outros locais e cidades (assim como de áreas/fenómenos marginais situadas nas grandes metrópoles), interrogando-se sobre as modernidades e os modernismos que aí se construíram. De acordo com Terry Eagleton (1970) e Osvaldo Silvestre (2008), o alto modernismo europeu foi protagonizado por “gente da província em migração para as grandes capitais da Europa, as quais segregarão por isso uma cultura da internacionalização e da desfamiliarização” (Silvestre, 2008).

Mas o que terá acontecido em sentido inverso, i. e., dos centros metropolitanos para as suas periferias?
Como foram experienciadas as vanguardas do início do século XX e outros modernismos e modernidades em espaços geopolíticos e culturais considerados periféricos?
Como responderam as sociedades e os sujeitos locais (europeus e coloniais) ao novo proposto pelos modernismos dominantes nas grandes cidades ocidentais?
Essas outras localidades e cidades da província ou do império terão sido um absoluto vazio cultural, destituído de sujeitos capazes de dialogar criticamente com esses modernismos e essas múltiplas modernidades?
Poderão as margens ter produzido, localmente, um discurso próprio sobre as ideias e fenómenos culturais criados e discutidos nos centros de maior gravitação artística, social e política?
Que papel tem sido atribuído aos espaços geoculturais periféricos e/ou a abordagens com enfoque local, na construção da narrativa sobre os vários modernismos e as diversas modernidades?

Assista a nota de Leitura de JERÓNIMO PIZARRO sobre o n.º 2 da revista.

Sobre a Imprensa Académica

Imprensa Académica é uma editora criada em 2014 pela Académica da Madeira, que é a proprietária e a gestora de toda a sua actividade. Ao longo dos anos tem publicado em várias áreas do saber, através da iniciativa da sua equipa, de trabalhos contratados por entidades externas e de propostas recebidas de autores ou organizações.

A actividade da Imprensa Académica nasce para fomentar a investigação científica nos estudantes e nos antigos estudantes, divulgar os trabalhos produzidos nas instituições de ensino superior e promover a interacção com a sociedade. Aliado a esses propósitos, a actividade da Imprensa Académica permite a angariação de receitas para os programas de apoio social e de voluntariado da Académica da Madeira.

Vencedor, em 2019, do Prémio Boas Práticas Associativismo Jovem, na categoria Estudantil, atribuído pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude, a editora continua a apostar na oferta de oportunidades na comunidade académica, juvenil e população geral, como veículo de expressão enquanto escola de cidadania activa e de participação cívica e democrática dos jovens, sendo particularmente reconhecida pela sua qualidade, dimensão territorial e impacto social relevante na comunidade.

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