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744 acções de solidariedade social

O levantamento foi feito pelo Observatório de Responsabilidade Social e Instituições de Ensino Superior.

As instituições do ensino superior implementaram mais de 700 acções de responsabilidade social desde o início do estado de emergência, em Março, dedicando-se, sobretudo, ao combate à covid-19 e ao apoio social dos estudantes.

Segundo um levantamento feito pelo Observatório de Responsabilidade Social e Instituições de Ensino Superior (ORSIES) divulgado esta segunda-feira, 47 instituições de ensino superior foram responsáveis por 744 acções promovidas ao longo de dois meses, entre Março e Maio.

Entre universidades e institutos politécnicos, públicos e privados, as instituições trabalharam para responder não só às necessidades internas, dos estudantes e da comunidade académica, mas também a necessidades da sociedade em geral.

Entre as 385 acções externas (pouco mais de metade do total), 262 foram dedicadas ao combate à covid-19, através da produção de equipamentos de protecção individual, da implementação de testes de despiste ou da disponibilização de espaços e equipamentos médicos, como ventiladores.

Foi também no âmbito do apoio social que o ensino superior mais se destacou, com 202 acções realizadas, entre as 359 internas, e direccionadas, maioritariamente, aos estudantes, segundo o relatório “Ensino Superior e Responsabilidade Social em tempos de covid-19”.

Este apoio social traduziu-se, por exemplo, em acções de prolongamento do período de pagamento das propinas, apoio financeiro de emergência, apoio ao repatriamento de estudantes, empréstimo de computadores e disponibilização de dados móveis e apoio no alojamento e refeições.

Além destas, as instituições desenvolveram acções direccionadas para a disponibilização de conteúdos, informativos ou académicos, iniciativas sob o mote #ficoemcasa para ajudar os estudantes e a sociedade civil durante a quarentena, e de apoio pedagógico e psicológico.

“As acções de responsabilidade social são fruto do trabalho de um conjunto de indivíduos (internos ou externos às IES) que se mobilizaram com o objectivo de dar o seu contributo numa situação inédita de pandemia”, sublinha o relatório.

Entre as acções desenvolvidas pelas 47 instituições de todo o país, 37% foram realizadas na zona Norte, 29,8% em Lisboa e Vale do Tejo e 20,7% na zona Centro.

No documento é também destacada a capacidade demonstrada pelas universidades e politécnicos para se adaptarem às diferentes necessidades, “o que revelou uma boa percepção, conhecimento e interpretação da situação”.

O trabalho do Observatório, em 2020, seria dedicado ao aprofundamento do conhecimento sobre responsabilidade social, designadamente, nas áreas do voluntariado, alterações climáticas, saúde mental e estudantes como necessidades especiais, mas o estado de emergência obrigou as instituições a redireccionarem a sua acção.

“As IES revelaram uma enorme capacidade de disponibilizar recursos financeiros e humanos para fazer face a uma situação sem precedentes, com uma capacidade de resposta ágil, diferenciadora e impactante”, lê-se no documento.

O relatório sublinha ainda que na actual fase de desconfinamento, o trabalho das instituições no âmbito da responsabilidade social pode prosseguir, com atenção às necessidades das comunidades académica e local, no “caminho a percorrer (e oportunidades) na chamada “nova normalidade””.

Clique aqui para ler a notícia do Público de 22/06/2020.