Cro – a german musician
7 de Fevereiro de 2020.
Prática desportiva dos estudantes
8 de Fevereiro de 2020.
Mostrar Tudo

Fogos urbanos são alvo de estudo

O objectivo do projecto de investigação é tornar mais eficaz a gestão dos recursos da administração pública.

Uma gestão mais eficaz de bombeiros e equipamentos ou a definição do melhor local para instalar um quartel de bombeiros serão possíveis com uma ferramenta para analisar incêndios urbanos que vai ser criada pela Universidade Nova de Lisboa.

O projecto de investigação foi apresentado esta quinta-feira pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova. Aplicando inteligência artificial e metodologias da ciência de dados o projecto chamado AI-4-MUFF vai analisar os fogos urbanos para entender o fenómeno. O objectivo é desenvolver uma investigação sobre esta área e criar uma nova ferramenta que permita gestão mais eficaz dos recursos da administração pública, diz a universidade em comunicado.

A Faculdade de Ciências e Tecnologia lidera o projecto, que envolve mais duas unidades de investigação, o Departamento de Engenharia Mecânica e Industrial e o Centro de Matemática e Aplicações. A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), onde foi apresentado o projecto, é também parceira. A ANEPC diz, citada no comunicado, que não existem estudos de carácter científico que analisem de forma sistemática os fogos dentro das cidades ou sequer que estudem a multiplicidade de dados recolhidos nos últimos dez anos.

“Mesmo com um grande número de corporações de bombeiros em regiões mais populosas, não existe qualquer garantia de uma intervenção eficiente e igualitária em todo o país”, refere ainda a ANEPC, considerando que o projecto de investigação vai desenvolver uma ferramenta que irá ajudar os bombeiros locais a tomarem decisões “tecnicamente mais fundamentadas”, como distribuir melhor os recursos humanos e os equipamentos, ou mesmo definir a melhor localização para um quartel de bombeiros.

O protótipo do sistema será testado em ambiente real e a ferramenta será aplicada inicialmente num conjunto limitado de municípios e corporações de bombeiros.

Notícia do Público de 06/02/2020.