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Mais concursos no Ensino Superior

O acordo entre as instituições de Ensino Superior e o Governo para o triénio 2020-2023 prevê que mais de dois terços dos docentes das universidades e 70% dos docentes dos politécnicos estejam integrados em posições de carreira.

As instituições de Ensino Superior abriram em 2019 mais 948 concursos para a carreira docente do que em 2018, anunciou esta quinta-feira o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

De acordo com uma nota do ministério, em 2018 tinham sido abertos 200 concursos e em 2019 foram abertos 1148, o que representa seis vezes mais. As universidades abriram 892 concursos em 2019 (mais 727 do que em 2018), a maioria para o cargo de professor auxiliar (770) e 122 para professores catedráticos.

Entre os 256 concursos abertos em 2019 pelos institutos politécnicos (em 2018 abriram 22), 248 dirigiam-se a professores coordenadores e oito para professor coordenador principal.

Segundo a tutela, este crescimento resulta de um processo de mobilização institucional que responde a um compromisso entre o Governo e as Instituições de Ensino Superior para rejuvenescer e modernizar as carreiras dos corpos docentes e de investigação, através da “abertura, mobilidade e diversificação de carreiras dos corpos docentes e de investigação”.

O acordo entre as instituições de Ensino Superior e o Governo para o triénio 2020-2023 prevê que mais de dois terços dos docentes das universidades e 70% dos docentes dos politécnicos estejam integrados em posições de carreira até 2023 e que destes a maioria seja ocupada por professores auxiliares e catedráticos, no caso das universidades, e professores coordenadores e coordenadores principais, no caso dos politécnicos.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior recorda que estes compromissos pretendem aproximar Portugal da Europa até 2030, nomeadamente em relação aos objectivos de “alargar a base social para uma sociedade baseada no conhecimento”, diversificar e especializar o ensino superior, promover a “integração entre educação, investigação e inovação” e a “aprofundar e expandir a internacionalização do ensino superior”.

Notícia do Público de 17/01/2020.