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NASA explora Ultima Thule

Os cientistas esperam que esta observação, a cerca de 6,4 mil milhões de quilómetros da Terra, ajude a entender melhor como o sistema solar foi formado.

O primeiro dia do ano de 2019 vai ficar na história: “Nunca antes uma nave espacial explorou um objecto tão distante”, relevou esta terça-feira o cientista chefe da NASA responsável pela sonda New Horizons, Alan Stern, referindo-se ao Ultima Thule, um objecto localizado na cintura de Kuiper, uma zona mais periférica do nosso sistema solar.

Ultima Thule fica a cerca de 6,4 mil milhões de quilómetros da Terra e os cientistas esperam que sua observação ajude a entender melhor como o sistema solar foi formado.

A Sonda espacial terá tirado cerca de 900 imagens durante os poucos segundos que sobrevoava o Ultima Thule a uma distância de cerca de 3.500 quilómetros. No entanto, a confirmação das imagens só será dada hoje por volta das 15h00.

A missão da New Horizons era “mapear o Ultima, mapear a composição da sua superfície, determinar quantas luas tem e descobrir se tem anéis ou até mesmo atmosfera”. “Isto proporcionará outros estudos como a medição da temperatura do Ultima e talvez até mesmo determinar a sua massa. No período de 72 horas, o Ultima passará de um ténue ponto de luz – um pontinho à distância – para um mundo completamente explorado”, explicou diz Alan Stern, investigador principal da New Horizons, ainda antes da missão.

Lançada em Janeiro de 2006, a New Horizons – a primeira missão da NASA para explorar Plutão e a cintura de Kuiper – apanhou boleia da gravidade de Júpiter em 2007 e fez a sua maior aproximação a Plutão em 2015. Foi aí que ficámos a conhecer melhor este planeta. Afinal, deu-nos um zoom da superfície de Plutão, que está a 4800 milhões de quilómetros de nós. E, por exemplo, permitiu confirmar que tem dunas.

Esta missão foi transmitida no site da NASA.

Notícia do Público de 01/01/19.