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Funchal vs. Vaduz
29 de Novembro de 2018.
(Re)pensar a sociedade à luz da dinâmica da nova ordem mundial.

A tertúlia será no dia 29 de Novembro, às 18:00, no Colégio dos Jesuítas do Funchal.

Inspirados pela republicação da obra, Os Mistérios do Funchal, de Ciríaco de Brito Nóbrega, a Académica da Madeira promove um momento de diálogo em torno do conceito da Herança, no dia 29 de Novembro, pelas 18:00, no Colégio dos Jesuítas do Funchal.

Tendo como participantes o arquitecto Rui Campos Matos, o professor Thierry Proença dos Santos, o médico João Pedro Vieira, o padre José Luís Rodrigues e o advogado Brício Araújo, no encontro, pretende-se discutir a importância da relação entre o património, a herança e a memória num momento em que, um pouco por todo o mundo, a sociedade actual é desconstruída e analisada à luz da dinâmica da nova ordem social.

O conceito herança não se limita ao direito de sucessão. É um conceito que se pretende operacionalizar numa conversa aberta, dinâmica e que lance pistas para novas reflexões. Quase no final do ano europeu dedicado ao Património Cultural discute-se a herança, tema que pode ser percorrido por um vasto leque de abordagens, diversificadas e numerosas, mas nem por isso menos importantes.

O encontro serve para uma conversa informal, moderada por Andreia Nascimento, entre os convidados que, com diferentes perfis e profissões, enriquecerão o debate sobre o tema.

O advogado Brício Araújo, Presidente do Conselho Regional da Ordem dos Advogados, apresenta a herança de forma jurídica, como um “património suscetível de transmissão por morte”. Já para o padre José Luís Rodrigues, “a herança é a sucessão de valores. Seja quando há o direito de herança, seja quando é sustentada por um testamento e seja pelo dever de transmitir à geração seguinte o melhor de nós”.

O arquitecto Rui Campos acredita que o conceito de Herança “deveria ter o significado que tem, nos países anglo-saxónicos, o termo heritage: o conjunto de bens culturais de uma comunidade (edifícios, língua, tradições), que tendo sido criados no passado ainda conservam a sua importância histórica.”

Para o docente universitário Thierry Proença dos Santos a herança assume-se “como um conjunto de valores ético-morais transmitido pelo meio familiar em que fui criado e pelo enquadramento sociocultural em que fui escolarizado. Naturalmente, tive que usar um crivo para peneirar valores obsoletos daqueles que me parecem sempre válidos, porque os tempos são outros, a geografia foi mudando e a minha condição evoluiu para contextos bem distintos daqueles em que passei a infância e a juventude. Tais valores servem-me de bússola, ajudam-me a orientar a vida que escolhi e gostaria que os meus filhos entendessem essa herança simbólica”.

O professor, que também é responsável pelo posfácio da obra, continua indicando que julga “ter conseguido fazer frutificar essa herança através do contacto com o livro e com os textos, tirando partido dos ensinamentos que pensadores, estudiosos, ficcionistas e poetas neles depositam. Com eles – e deles sou também muito devedor –, aprendi e desenvolvi o poder da curiosidade, o gosto pela superação, o espírito crítico e o sentido estético. A isso chamo Educação, que é aquele processo que aprofunda os conceitos de Humanização e de Socialização. A melhor das heranças não será aquela que nos torna um ser humano melhor?”.

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