Crónica de El-Rei Dom Sebastião
26 de Outubro de 2018.
Cultural Capitals
29 de Outubro de 2018.
6 de Novembro, às 18:00, no Colégio dos Jesuítas do Funchal

Cultura. Política . Economia . Religião . Literatura . História . Psicologia. Sociologia

Através na Imprensa Académica, que tem como principais objectivos libertar das fronteiras das universidades o conhecimento que deve ser de todos a Associação Académica vai editar uma obra coordenada pelo Prof. António Brehm e comentada pelos historiadores Rui Carita e Cristina Trindade, A CRÓNICA DE EL-REI D. SEBASTIÃO, da autoria de Miguel Pereira (1584), no próximo dia 6 de Novembro, às 18:00 no Colégio dos Jesuítas do Funchal.

Trata-se do mais antigo relato, sobre a vida e o reinado de D. Sebastião, que chegou até nós, nunca publicado em livro, que recebe, nesta edição, o prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins, antigo ministro e presidente do Tribunal de Contas.

Com a morte de D. Sebastião, em 1578, começa a ser edificado e difundido um mito, que se quer profético, sobre o seu retorno para salvação nacional. Desde o jesuíta António Vieira, até ao poeta Fernando Pessoa, muitos foram os intérpretes e articuladores da difusão do mito Sebástico.

A apresentação da obra quer-se como um espaço de diálogo e de reflexão, fugindo à tradicional prelecção sobre o autor e o livro, incluindo neste caso em particular os comentadores desta reedição. Pretende-se, essencialmente, um espaço de discussão livre sobre a actualidade, sobre o passado e o futuro procurando responder à questão: Precisamos ser salvos?

Na conversa, coordenada por Andreia Micaela Nascimento, participarão Violante Saramago Matos, Nélson veríssimo, José Martins Júnior, Nicolau Fernandes, Nuno Morna e Vera Duarte.

Sobre a obra

A CRÓNICA DE EL-REI D. SEBASTIÃO que agora se publica é um documento essencial para o conhecimento de um dos momentos mais complexos e dramáticos da história portuguesa. O códice número 477, da Biblioteca Nacional de Portugal, intitulado “Crónica de El Rei Dom Sebastião, Décimo Sexto Rei dos de Portugal na qual se contém, por maior, os sucessos do seu Reinado e vida”, da autoria de Miguel Pereira (1584), constitui o mais antigo relato, sobre a vida e o reinado de D. Sebastião, que chegou até nós. A Crónica corresponde a um roteiro essencial sobre um período histórico que melhor ficamos a conhecer – merecendo por isso uma especial atenção por parte dos estudiosos e do público em geral. O texto cobre 59 capítulos curtos, onde se referem os elementos mais significativos da vida do Rei Desejado – contendo um precioso conjunto de notas que lhe dão um especial sentido para a compreensão dos acontecimentos e da personalidade de D. Sebastião. Do autor pouco ou nada se sabe, exceto que quis escrever estes apontamentos, marcas indeléveis de uma vida curta que tinha de acabar numa tragédia, servindo assim de epítome daquele curto reinado.

Sobre os comentadores

ANTÓNIO BREHM é professor catedrático de Genética na Universidade da Madeira. Os seus inúmeros trabalhos sempre foram orientados para a genética molecular, com vista à caracterização das populações de Portugal, bem como de Cabo Verde, de São Tomé e Príncipe e da Guiné-Bissau. Tem como objetivo determinar a composição genética dos portugueses, com vista a compreender aspetos do seu passado. Através do estudo do património genético das populações, é possível inferir uma significativa componente história relacionada com os movimentos migratórios, de povos com uma origem muito diversa. Depois da publicação do auto de entrega do corpo de D. Sebastião em Ceuta, esta Crónica é a sua primeira incursão na transcrição e análise de códices históricos.

RUI CARITA é professor catedrático aposentado de Arte e Design da Universidade da Madeira, onde continua a lecionar, e membro de vários institutos, como a Academia Portuguesa da História e o Instituto de Arqueologia e Paleociências da Universidade Nova de Lisboa. Tem orientado a sua produção científica para a História da Madeira e a Expansão Portuguesa e Europeia na Época Moderna, com especial enfoque para o património construído e a área militar. Nos últimos anos, tem trabalhado como assessor do governo do Emirado de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, para assuntos de arqueologia relacionados com o património português edificado naquela área. É autor de cerca de 50 livros e 200 catálogos.

CRISTINA TRINDADE é professora do ensino secundário com mestrado e doutoramento em História Moderna. Trabalha, preferencialmente, História Religiosa, temática sobre a qual produziu alguns trabalhos já publicados, de entre os quais se podem referir A moral e o pecado público no arquipélago da Madeira, na segunda metade do século XVIII (1999) e “Plantar nova Christandade” – um desígnio jacobeu para a diocese do Funchal. D. frei Manuel Coutinho, 1725-1741 (2012). É investigadora do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, coordenadora executiva do Dicionário Enciclopédico da Madeira e colaboradora em diversos outros projetos desenvolvidos por aquele Centro de Estudos.

Sobre a Imprensa Académica

A actividade da Imprensa Académica, chancela editorial da Académica da Madeira, pretende fomentar a investigação científica nos estudantes e nos antigos estudantes da UMa, divulgar os trabalhos produzidos pelos membros da nossa Universidade e aproximar o leitor do conhecimento científico que não pode ficar restrito a um círculo próximo do ensino universitário. Aliado a este propósito objectivou-se dedicar estas publicações à angariação de receitas para o apoio social aos estudantes da UMa. Acreditamos que a produção e a venda de livros é um trabalho moroso, mas sabemos que é o caminho certo para o sucesso académico da nossa Comunidade Académica.

A equipa editorial da Imprensa Académica é composta por estudantes e por antigos estudantes da Universidade da Madeira (UMa). Profissionais, titulares do grau de licenciado ou do grau de mestre, dão formação e trabalham em conjunto com vários estudantes, investigadores e docentes.