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7,5 milhões em bolsas europeias

O Conselho Europeu de Investigação (ERC) atribuiu cerca de 7,5 milhões de euros a cinco cientistas estabelecidos em Portugal, para desenvolverem os seus trabalhos científicos. Juntam-se a eles mais três cientistas portugueses que trabalham fora do país. Feitas as contas aos oito cientistas, foram-lhes atribuídos esta sexta-feira mais de 11,5 milhões de euros.

Que alimentos podem retardar a demência? Qual a ligação entre a Terra e a vida? Como o cérebro diferencia objectos de forma rápida e eficiente? – estas são algumas das questões às quais estes oito cientistas vão tentar dar resposta. Cinco trabalham em instituições portuguesas e três no estrangeiro. Cada um terá uma bolsa de cerca de 1,5 milhões de euros ao longo de cinco anos para criarem as suas equipas de investigação e desenvolverem projectos científicos inovadores.

Este ano, em 3170 candidaturas, foram atribuídas 403 Bolsas Júnior (cerca de 12,7%) a investigadores em início de carreira de vários países, dos quais 40% são mulheres, segundo Jean-Pierre Bourguignon, presidente do ERC. No total, foram 603 milhões de euros para o apoio à ciência, parte do actual programa de investigação da União Europeia, Horizonte 2020, nas áreas das ciências da vida, ciências físicas e engenharia e ciências sociais e humanas.

O comissário europeu responsável pela Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, mostrou-se satisfeito com a representação portuguesa, dentro e fora do país, “que comprova a excelência dos nossos investigadores”, diz em comunicado. Dos oito cientistas, seis são mulheres: um número “bastante acima da média geral”, reforça o comissário.

Os líderes dos projectos em Portugal representam várias instituições de todo o país. Da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Joana Freitas vai estudar o “mar, a areia e as pessoas” no âmbito do projecto “Uma história ambiental das dunas costeiras”. Enquanto Rogério Pirraço, da Universidade do Minho, estará à frente de um estudo sobre uma rede capilar artificial para uma boa pré-vascularização de enxertos resultantes de engenharia de tecidos.

Notícia do Público de 27/07/2018.