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Sarau de fados especial
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A vida pode ser uma comédia!

Onde comprar? Na Wook, na Bertrand (em qualquer livraria do grupo), na Gaudeamus e noutras livrarias do país e da Madeira.

A Académica da Madeira prepara, como lançamento de Verão, o 1.º número dos Ilustres (Des)Conhecidos, colecção que pretende recordar ou apresentar autores e obras literárias que foram publicados no passado, mas que, temporal ou espacialmente distantes do público, devem compor o corpus literário madeirense, conhecido e acessível, para afirmação e edificação contínua da nossa Cultura e Arte.

O n.º 1 é dedicado a Luísa Susana Grande de Freitas Lomelino. Sob o pseudónimo Luzia, que passando grande parte da sua vida na Madeira publicou, entre outras, a obra Os que se divertem (A comédia da vida) , em 1920, causando agitação no mundo das letras portuguesas. Numa época em que as mulheres apenas se atreviam a escrever sobre pedagogia, Luzia lança esta obra singular onde nada escapa ao seu olhar acutilante, dos políticos à moda, dos hábitos culturais à alta sociedade, todos são alvo da sua ironia, destacando-se, acima de tudo, a crítica feroz a uma sociedade que rejeita, mas à qual pertence.

Luzia, que nas suas palavras cantou a simplicidade e a simpatia do povo do Jardim do Mar, será recordada e homenageada pela Câmara Municipal da Calheta, no próximo dia 26 de junho.

A obra, Os que se divertem (A comédia da vida),datada do início do séc. XX, será apresentada por Luísa Paolinelli, na praça do Jardim do Mar, pelas 18:00.

Sobre a autora

LUÍSA SUSANA GRANDE DE FREITAS LOMELINO (Portalegre, 1875 – Funchal, 1945), que escrevia como Luzia, era filha do capitão Eduardo Dias Grande, natural de Portalegre, secretário-geral do Governo Civil do Funchal, e de Luísa de Freitas Lomelino, filha do morgado da Quinta das Cruzes, Nuno de Freitas Lomelino.

Tendo vindo, ainda criança, com o pai para Madeira, após o falecimento da mãe, acabará por voltar a Portalegre depois de perder também o pai. Regressará à Ilha quando atinge a maioridade e casa-se, em 1896, com Francisco João de Vasconcelos, tendo ido residir para o Solar da Nossa Senhora da Piedade, no Jardim do Mar. Este lugar, de forte presença marítima, alimentou profundamente o seu imaginário literário, sendo motivo em vários dos seus livros.

Após um período conturbado a seguir ao divórcio, depois de muito deambular pelo mundo, Luzia publicou o seu primeiro livro, já com 45 anos, editando seguidamente mais oito obras, até ao momento da sua morte. Foi uma leitora ávida e uma perpétua viajante, tendo-se cruzado com as principais figuras literárias da época.

Sobre a obra

Os que se divertem (A comédia da vida) foi pela primeira vez publicado em 1920, causando agitação no mundo das letras portuguesas. Numa época em que as mulheres apenas se atreviam a escrever sobre pedagogia, Luzia lança esta obra singular que é inovadora e mordaz. Nada escapa ao seu olhar acutilante, dos políticos à moda, dos hábitos culturais à alta sociedade, todos são alvo da sua ironia, destacando-se, acima de tudo, a crítica feroz a uma sociedade que rejeita, mas à qual pertence. O sucesso estrondoso da obra foi, também, atestado pelas suas reedições posteriores. Chegou finalmente o momento de a resgatar do esquecimento, e de trazê-la de novo ao público, nesta edição anotada e comentada, que porá certamente um sorriso travesso em quem a ler, constatando que o que é retratado no livro continua tão atual como em 1920.

Sobre a colecção

A colecção Ilustres (Des)conhecidos, publicada sob a chancela da Imprensa Académica, pretende recordar ou apresentar autores e obras literárias que foram publicados no passado, mas que, temporal ou espacialmente distantes do público, devem compor o corpus literário madeirense, conhecido e acessível, para afirmação e edificação contínua da nossa Cultura e Arte.

1. Os que se divertem (A comédia da vida)

Sobre a Imprensa Académica

A actividade da Imprensa Académica, chancela editorial da Académica da Madeira, pretende fomentar a investigação científica nos estudantes e nos antigos estudantes da UMa, divulgar os trabalhos produzidos pelos membros da nossa Universidade e aproximar o leitor do conhecimento científico que não pode ficar restrito a um círculo próximo do ensino universitário. Aliado a este propósito objectivou-se dedicar estas publicações à angariação de receitas para o apoio social aos estudantes da UMa. Acreditamos que a produção e a venda de livros é um trabalho moroso, mas sabemos que é o caminho certo para o sucesso académico da nossa Comunidade Académica.

A equipa editorial da Imprensa Académica é composta por estudantes e por antigos estudantes da Universidade da Madeira (UMa). Profissionais, titulares do grau de licenciado ou do grau de mestre, dão formação e trabalham em conjunto com vários estudantes, investigadores e docentes.