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Um mês, Um tema: Janeiro

Inscrições encerradas.

Capela do Senhor dos Milagres em Machico, dia 20 de Janeiro, às 11 horas.

Algumas crónicas sobre o achamento e o povoamento da Madeira mencionam a lenda sobre a existência de um casal de ingleses que se apaixonaram perdidamente, mas que acabaram, de forma trágica, por morrer na nossa ilha, sendo enterrados no que conhecemos, na actualidade, como a baía de Machico. Ana de Arfet e Roberto Machim protagonizaram a lenda que serve, para alguns cronistas, como o prefácio da busca pela ilha, por volta de 1419, como narrou D. Francisco Manuel de Mello.

De acordo com o cronista, chegados à ilha, a barca de São Lourenço e um barinel, comandados por Zarco, ancoraram ao largo de Machico e terão visto as sepulturas de Machim e da sua Ana, perto das quais se encontrava uma mesa com uma cruz. No local, no dia 2 de Julho, dia em que se comemorava a festa litúrgica da Visitação da Virgem a sua prima Santa Isabel, celebrou-se a primeira missa da história da Madeira.

Com o tempo, ergueu-se uma capela dedicada ao Senhor dos Milagres, uma imagem de Jesus Crucificado. De entre outras histórias, o Senhor dos Milagres terá domado o célebre Cavalum, demónio com forma de cavalo escondido nas grutas a montante de Machico e logrou ser resgatado em alto-mar e fazer-se ser devolvido à Madeira por um navio britânico, na sequência da destruição daquela vila madeirense na grande aluvião de 1803.

Nesta primeira visita de Um mês, um tema fora do Funchal, a Académica da Madeira leva todos os interessados a conhecerem a história da capela e do Senhor dos Milagres. A sessão será conduzida por Isabel Paulina Gouveia, docente de história e arqueóloga, responsável pelo núcleo museológico e arqueológico de Machico, Solar do Ribeirinho.

A visita teve lugar no dia 20 de Janeiro, pelas 11:00, tendo a AAUMa facultado transporte a partir do Funchal, pelas 10:00, na Rua 5 de Outubro, próximo do Palácio da Justiça do Funchal.

A visita e o transporte foram, como habitualmente, gratuitos, mas a inscrição é obrigatória, bem como a apresentação do Passaporte Cultural.

Consulte, aqui, a programação da Herança Madeirense para o primeiro semestre de 2018.

Sobre a Herança Madeirense

A Herança Madeirense congrega a oferta cultural e turística, promovida pela Académica da Madeira, materializa-se através da dinamização de vários monumentos e atracções do Funchal onde são promovidos um conjunto amplo de serviços com destaque para as visitas educativas gratuitas que são proporcionadas aos estabelecimentos de ensino de toda a região. Além disso, a Herança Madeirense oferece, gratuitamente, saraus de música, exposições, visitas culturais temáticas, áudio guias, circuitos autónomos de História e outras iniciativas.

O Colégio dos Jesuítas do Funchal, a Igreja de S. João Evangelista, os Paços do Concelho do Funchal, a Assembleia Legislativa da Madeira, o Mosteiro de Santa Clara, o centro histórico da cidade e, desde Novembro de 2017, a Quinta Vigia são os monumentos e as atracções que estão integradas no nosso programa.

Através dos circuitos culturais e históricos os nossos colaboradores ajudam o visitante a conhecer o rico património material e imaterial da nossa região, permitindo que o visitante explore como esses monumentos, e os seus ocupantes, ajudaram a moldar a nossa sociedade. A Associação Académica angaria os seus próprios fundos e depende do apoio dos seus visitantes, doadores, mecenas e voluntários. Através dos proveitos das visitas conseguimos financiar vários programas de apoio social cujos beneficiários são os estudantes da Universidade da Madeira.

Vencedor, em 2017, de dois prémios nacionais, o Prémio de Boas Práticas do Associativismo Jovem, atribuído pelo Instituto Português da Juventude e Desporto, e o Prémio de Voluntariado Universitário, promovido pelo Santander Totta, a Herança Madeirense segue apostando na capacitação dos seus colaboradores e na excelência dos seus serviços.