Tourism (seen as a tourist)
2 de Janeiro de 2018.
Claustrophobia
4 de Janeiro de 2018.
Levo comigo boas recordações e experiências que permaneceram para sempre na minha memória e coração, de um país do outro lado da Europa.

Após terminar a minha licenciatura este ano, ainda não estava com certezas do que havia de fazer com o meu futuro.

Assim que uma amiga me informou do EVS e da possibilidade de integrar num projecto ambicioso e deveras recompensador na Bulgária, o Festival Internacional de Curtas Metragens, IN THE PALACE.

Inicialmente não estava muito receptivo à ideia, não pelo facto de ter que sair do “conforto” da nossa ilha, pois já participei em dois programas de intercâmbio durante dois semestres, mas por não saber se de facto valia a pena.

Após alguma ponderação, decidi embargar nesta nova aventura num país muito diferente dos outros que nos rodeiam, sem saber o que esperar.

Após alguns voos e muitas horas cheguei a Sofia, Capital da Bulgária. Perguntei-me se conseguiria adaptar-me a um país tão diferente do meu? Como conseguiria comunicar com as pessoas numa língua tão complexa como o Búlgaro?

Nesta mesma semana passei por Varna e tive a oportunidade de estar no Mar Negro, em Balchik e ainda em Veliko Tarnovo. Estranhei as lojas, os cartazes, preçários, publicidades de um alfabeto completamente alienado que invadia os meus olhos, da dificuldade de comunicar e conseguir adquirir algo básico, mas este sentimento perdurou muito pouco tempo.

Quando fomos recebidos pelos responsáveis da instituição assim como os restantes voluntários deste projecto, não poderia querer melhor, a compreensão, simpatia e disponibilidade, coloca de parte qualquer dúvida ou medos e até faz-nos esquecer do frio. A cidade ganha cor e a vontade de aventurarmos cresce.

A dificuldade de comunicar também desaparece e aprendemos as primeiras palavras, com isto segue-se as frases, mesmo que não funcione sempre pode-se recorrer ao Inglês e mesmo se o Inglês não funcionar, ficamo-nos pela gesticulação com o seguimento de uma boa gargalhada.

Nuno Correia, voluntário madeirense na Bulgária.

Sobre o programa Erasmus+

O Erasmus+ é um programa da Comissão Europeia que abraça os campos da educação, da formação, da juventude e do desporto durante o quadro europeu 2014-2020. Uma das grandes vertentes dessa acção é a cooperação nas suas áreas de actuação, contribuindo para uma Europa plural e rica.

Entre os vários objectivos do programa, constituem as prioridades: os objectivos presentes na Estratégia Europa 2020, incluindo o grande objectivo em matéria de educação; os objectivos do Quadro Estratégico para a cooperação europeia no domínio da educação e da formação 2020 (EF 2020), incluindo os correspondentes critérios de referência; o desenvolvimento sustentável de Países Parceiros no domínio do ensino superior; os objectivos gerais do “Quadro renovado da cooperação europeia no sector da juventude” (2010-2018); o objectivo de desenvolvimento da dimensão europeia no desporto, em particular no desporto de base, em consonância com o plano de trabalho da UE para o desporto; a promoção dos valores europeus, nos termos do artigo 2.º do Tratado da União Europeia.

Para que esses objectivos possam ser alcançados, o Erasmus + materializa-se em várias políticas de acção. A acção 1 (KA1), diz respeito a mobilidade de indivíduos, a acção 2 (KA2) relaciona-se com a cooperação para a inovação e a troca de boas práticas e a acção 3 (KA3) refere-se ao apoio às políticas de reforma.

Sobre o Serviço Voluntário Europeu

Desde 1991 a Associação Académica tem desenvolvido uma ampla política de incentivo ao voluntariado. Em 2013, para ampliar a sua acção nesse campo, iniciámos a nossa acreditação enquanto entidade que recebe, envia e coordena projectos Erasmus +, no Serviço Voluntário Europeu, tendo recebido o primeiro voluntário, no âmbito de um projecto da KA1, em 2014. Temos desenvolvido um grande trabalho para que os jovens madeirenses possam participar em várias iniciativas na Europa, e temos proposto vários projectos para permitir que os jovens de vários países possam trabalhar nos projectos da Associação Académica da Universidade da Madeira, sempre considerando que o principal objectivo de voluntariado é beneficiar as comunidades e localidades onde desenvolverão as suas actividades, através do seu trabalho voluntário e sem qualquer remuneração financeira. Acreditamos que o Serviço Voluntário Europeu é uma ferramenta rica em vivências e experiências, onde todos os candidatos aprovados terão o privilégio de participar nesses projectos, podendo beneficiar as localidades e comunidades onde estão inseridos.

A Associação Académica da Universidade da Madeira tem recebido, desde 2013, vários voluntários que têm colaborado em diversas actividades e iniciativas. Além de poderem desfrutar de uma fantástica experiência que irá contribuir para o seu crescimento a nível pessoal e profissional, têm a oportunidade de interagir com os vários voluntários da Universidade da Madeira e contribuir, de forma única, para o desenvolvimento da comunidade em que estão inseridos.