Souvenirs
25 de Dezembro de 2017.
Living in a island
27 de Dezembro de 2017.
Mostrar Tudo

A IA não entende o Natal

Pelo menos na versão musical, o natal ainda não é bem compreendido pelos programas inteligentes.

Uma investigadora americana, Janelle Shane, tentou ensinar um programa de computador a escrever músicas de Natal.

Usando um sistema de redes neuronais, em que um computador tenta imitar o sistema de aprendizagem do cérebro humano, a investigadora alimentou o sistema com diversas músicas em língua inglesa de forma a tentar criar uma letra nova que fosse coerente.

As primeiras tentativas correram mal, em grande medida devido ao desconhecimento das regras gramaticais (e das próprias palavras) da língua inglesa, tendo o sistema construído estrofes sem sentido:

Hart fon the be the he br wong on the stor Christmas br he, or the wang
Christ, Christ, on bn a me the stord
Hont on thr st bong the wor
I he a s de poog the stow tome on be ser snur

Os esforços para melhorar o produto final incluiram mostrar ao programa de computador outras letras e músicas, de forma a mostrar o que estava mal e a levar o sistema a aprender as regras necessárias.

Mesmo assim, e depois de várias tentativas, o software não conseguiu produzir um resultado coerente, apesar de já usar palavras correntes:

The cattle around the Christmas will be
A very special Christmas with me
Hurry Christmas to you

Em português o resultado seria qualquer coisa como (O gado à volta do Natal será / Um Natal Especial comigo / O Natal a correr para ti). Mesmo depois de um compositor ter criado música para o produto final, não é possível afirmar que se tenha propriamente criado um sucesso natalício.

A mesma investigadora tem feito um percurso muito interessante a explorar os limites da linguagem e os conhecimentos culturais através da transmissão de conhecimento a redes neuronais.

Experiências como a das letras das músicas de Natal já tinham sido tentadas com as primeiras linhas de um romance, receitas e até anedotas básicas, mas também não foi bem sucedida.

Notícia do Público de 24/12/2017.